Salvador e Litoral Norte
Turismo Religioso

A Bahia possui fortes manifestações religiosas devido ás influências das culturas européias e africanas que convivem em harmonia e respeito mútuo.

Costuma-se dizer que a cidade de Salvador possui mais de 300 igrejas, e que por este motivo o turista que visitar a capital baiana tem condições de visitar uma igreja diferente a cada dia do ano. Dentre estas igrejas, as mais conhecidas e tradicionais estão no Centro Histórico e Cidade Baixa.

A igreja mais conhecida na cidade é a Igreja do Bonfim, localizada na Cidade Baixa e fundada em 1745. É a Igreja de maior devoção dos baianos e as missas da primeira e última sexta-feira do ano são as mais concorridas. Lá os turistas também podem adquirir a famosa Fitinha do Bonfim ou Medida do Bonfim, que deve ser amarrada no pulso com três nós. Para cada nó, um pedido deve ser feito com fé ao Nosso Senhor do Bonfim e, quando a fita se romper naturalmente, os pedidos serão realizados.

É em frente à Igreja do Bonfim que ocorre a mais famosa festa popular da Bahia, depois do Carnaval: a Lavagem do Bonfim. Nesta festa, que ocorre sempre em janeiro, baianas típicas lavam a escadaria da Igreja para agradecer ao santo as graças recebidas no ano que passou e para pedir boas vibrações para o ano que se inicia.

Outro grande símbolo religioso para os baianos é Irmã Dulce – conhecida como o Anjo Bom da Bahia. A religiosa baiana aos treze anos de idade iniciou obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Em 1934, já tornada freira após 6 meses de noviciado na congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição (Smic), deu início à profissão de fé e fundou, no Largo de Roma, em Salvador, o Hospital Santo Antônio, onde atualmente funcionam as Obras Sociais de Irmã Dulce - OSID. Falecida em 1992, por problemas respiratórios, Irmã Dulce foi beatificada em 2011 após reconhecimento, por parte do Vaticano, de um milagre atribuído à freira. As Obras Sociais de Irmã Dulce atrai inúmeros devotos e admiradores do Brasil e do exterior, reforçando o caráter de fé e religiosidade dos baianos.
O Candomblé é outra religião de forte expressão na Bahia devido à histórica influência da cultura negra no Estado. Tem por base as forças da natureza e foi desenvolvida por sacerdotes africanos que, escravizados, foram trazidos ao Brasil na era colonial, entre 1549 e 1888. O Candomblé tem nos Orixás - guardiões dos elementos da natureza ou ancestrais africanos divinizados - sua maior expressão. Na Bahia, o Candomblé é praticado também nos diversos Terreiros da cidade. Entre os mais conhecidos destacam-se: Terreiro da casa Branca do engenho Velho (o mais antigo do Brasil), o Ilê Axé Opô Afonjá, o do Gantois, o Bate Folha, Bel D’Oxum, Olga de Alaketu, Pilão de Prata, Ilê Axê Ibá Ogun e Ajunssun.

Nos cultos do Candomblé, cada Orixá tem seu dia, sua cor, sua dança, seus instrumentos, comidas e saudações.

Ogun

Dia da semana: terça-feira.
Cores: azul escuro, verde e branco.
Domínios: caminhos, profundezas da terra, jazidas de ferro, praias.
Oferendas: feijoada, vatapá, inhame com feijão preto, farofa de carne de frango desfiada.

Ossain

Dia da semana: terça-feira.
Cores: verde-mata, branco e preto.
Domínios: matas, florestas, raízes e folhas.
Oferendas: mandioca ou inhame, folhas de fumo, folhas de café.

Oxalá

Dia da semana: sexta-feira.
Cores: - Oxalufan: branco e prata; - Oxanguian: branco com nuances de azul ou vermelho.
Domínios: atmosfera, oceanos, alto das montanhas, céu.
Oferendas: canjica (ebô), acaçá de inhame, arroz com peito de frango, arroz doce.

Oxumaré

Dia da semana: terça-feira.
Cores: preto, verde, amarelo ou multicolorido.
Domínios: terra, atmosfera, chuva e arco-íris.
Oferendas: batata doce, amendoim, inhame.

Oxun

Dia da semana: sábado.
Cores: amarelo ouro e rosa.
Domínios: rios, nascentes, olhos d’água, lagos, cachoeiras e mares.
Oferendas: omolocun, ipetê, papa de fubá doce.

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